Home Quinta, 26 Abril 2018
Como foi P2P North Talks - Gestão de Projetos - Visões no Feminino Versão para impressão Enviar por E-mail

 

COMUNICADO DE IMPRENSA

O evento "P2P NorthTalks - Gestão de Projetos - Visões no Feminino" teve lugar no passado dia 8 de Março, no Campus de Azurém da Universidade do Minho, co-organizado pelo Mestrado em Gestão de Projetos de Engenharia (Universidade do Minho) em conjunto com a APOGEP Núcleo Norte, a TecMinho – Associação Universidade-Empresa para o Desenvolvimento, o IEEE - Women in Engineering e a Critical Manufacturing.


Num dia dedicado à Mulher, gestoras e gestores de projeto reuniram-se na Academia Minhota para ouvirem experiências nacionais e internacionais de Gestoras de Projeto e discutirem o papel feminino na Gestão de Projetos, uma área ainda maioritariamente masculina, onde as mulheres têm começado a ganhar destaque nos últimos anos.

 

Os anfitriãos - Celina Pinto Leão (UMinho e IEEE) e Paulo Sousa (Mestrado em Gestão de Projetos de Engenharia e APOGEP Núcleo Norte), dois apaixonados pela área - conduziram o evento com mestria, lançando questões acutilantes aos convidados.


Gabriela Fernandes, investigadora e professora convidada na Universidade do Minho, apresentou a sua experiência e trabalho que tem desenvolvido na implementação e institucionalização das práticas de Gestão de Projetos nas organizações.


Seguiu-se a Gestora de Projeto Ana Fialho (eSPap), que tentou desmistificar as sombras existentes nas organizações e na gestão de equipas, frisando a importância de abolir estas sombras para o desenvolvimento de equipas de projeto bem sucedidas.


A EDP foi representada por Marísia Giorgi, 2º HR Corporate Deputy Director, que apresentou resultados dos principais relatórios internacionais sobre as desigualdades laborais entre homens e mulheres e a sua visão sobre o impacto do ciclo de vida da mulher na sua carreira profissional. Concluiu que as mulheres progridem pelos resultados e os homens pelo potencial, sendo necessário que as mulheres sejam mais corajosas e aceitem desafios, mostrando proatividade em assumir caminhos desafiadores.


Maria Giesteira (EFACEC) partilhou a sua experiência enquanto Gestora de Projeto ao nível internacional, falando-nos concretamente sobre um projeto em curso na Índia, comparando as diferenças culturais entre Portugal, Índia, Escandinávia e EUA, a visão sobre a mulher nestas realidades e a importância da capacidade de comunicação, empatia e resiliência feminina nestes projetos técnica e culturalmente complexos.


Sofia Martins (GP na BOSCH), apresentou a nova realidade com que as empresas se defrontam, fruto do tempo para colocação no mercado das suas soluções ser cada vez mais pequeno. No chamado mundo VUCA (volatility, uncertainty, complexity, ambiguity) para o qual fomos catapultados, uma gestão de projetos efetiva e eficiente torna-se essencial. Todo o conhecimento e processos basilares da gestão de projetos devem ser mantidos, cabendo ao Gestor de Projeto ter uma visão holística do produto a entregar e dos vetores de satisfação das expectativas das partes interessadas. É necessário ainda uma mudança de mentalidades para que o lucro das organizações não seja visto como um fim, mas sim como um propósito. As organizações tem de passar a ser menos hierarquizadas e baseadas na rede de contactos. Em lugar do controlo de tarefas devemos dar às equipas o poder de tomada de decisão e devemos passar de planeamento para experimentação, indo no caminho da agilidade de processos e metodologias. Para a BOSCH, a indústria 4.0 vai obrigar à disponibilização da informação em tempo real dos pacotes de trabalho constituintes dos projetos. Como resumo, importa reduzir o tempo para colocação no mercado, reduzir o custo, aumentar a qualidade e gerir as expectativas das partes interessadas.


Carla Lopes, Business Process Developer na VESTAS, apresentou o tema “A sense of maturity – Tech women @ VESTAS” e o trabalho que tem sido desenvolvido numa organização que duplicou o número de colaboradores e frisou, uma vez mais, o papel desempenhado pelas mulheres nesta organização em crescimento. Foi referido todo o caminho de aprendizagem que os novos colaboradores percorrem por forma a adquirirem não só as competências como o espirito de equipa e a interiorizarem a visão, a missão e os valores da organização.


Durante o almoço, foram debatidos entre os participantes, aspetos singulares das apresentações da manhã. Houve ainda tempo para uma foto de grupo.


Da parte da tarde, a Mesa Redonda em Guimarães contou com a presença de algumas oradoras da manhã e ainda com a OERN – Eng.ª Rosa Costa, o Organismo de Normalização Setorial da Gestão de Projetos – Dr. Pedro Engrácia, o PMO do Grupo Salvador Caetano, Dr. Manuel João Santos, Professora Isabel Ramos – Presidente da Equalist, entre outras individualidades.


Presenças como Wantuir Fellipe (Embraer) e Marisa Silva (The Lucky PM) participaram à distância, tendo deixado o seu testemunho em vídeo, o que complementou a Mesa Redonda e deu o mote para algumas questões consideradas mais críticas.


Na Critical Manufacturing o grupo foi extremamente bem acolhido pelos responsáveis, tendo sido possível conhecer o historial feminino da empresa, altamente qualificado e com percursos de evolução notórios na organização.


A Organização conclui que a Mulher detém competências fundamentais e distintivas, de relevo para a Gestão de Projetos, que deveria promover mais em prol da sua carreira, e que há indícios de que se estão a esbater os “tetos de vidro” que a impedem de atingir o topo das organizações.


Reportagem fotográfica do evento em https://goo.gl/mTgEbp

 

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